Os primeiros dois automóveis construídos pela ALBA possuíam uma carroçaria de fibra de vidro inspirada nos carros desportivos italianos da época.
Já o seu terceiro e último modelo utilizava um estilo original mais britânico, sendo mais curto e com formas menos curvas mas mais conservadoras.
ALBA na verdade significa fábrica de Albergaria-a-velha, criada por Augusto Martins Pereira. Nos anos 50 seria a fábrica metalúrgica mais importante em Portugal, com representação no Ultramar.
Mas ALBA é também o nome de um automóvel concebido e fabricado em Portugal, nos anos 50. Martins Pereira nunca teve efectivamente ambição de criar uma fábrica de automóveis, apenas pretendeu construir um carro seu por “por pura distracção e divertimento” como refere anos mais tarde em entrevista, claramente influenciado por outros automóveis portugueses da época, como o FAP ou DM.
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| Tampa de esgoto criada pela ALBA |
Face à alteração de regras de limite de classe, pelo Automóvel Club de Portugal para o ano de 1954, foi consultada a Maserati para compra de um novo motor. O preço apresentado de 89 contos levou à resposta imediata de Martins Pereira: “por esse preço faço eu um!“
É então que é desenvolvido o motor ALBA 1500, com1490cc que podemos considerar como o auge da tecnologia automóvel portuguesa.
Fundido em molde de areia na Fábrica de Albergaria, com 4 cilindros de inspiração Maserati, com 2 válvulas por cilindro, este o motor ALBA possui a configuração “Twin Cam”, com duas árvores de cames e a cabeça e duas velas por cilindro para optimização da combustão, sendo alimentado por dois carburadores Solex 36 com distribuidores Bosch fabricados propositadamente para o ALBA, e que ocasionou a deslocação de responsáveis da marca alemã a Albergaria.
Em Agosto de 1955, vence o Rali a Guimarães e é vencedor absoluto do Rally do Vinho do Porto à Régua.
O ALBA OT-10-54 encontra-se no Museu do Caramulo no seu estado original, sendo propriedade de António Augusto de Lemos Martins Pereira, tendo participado recentemente no Caramulo MotorFestival, pilotado por Salvador Patrício Gouveia.
Texto: Francisco Lemos Ferreira / Jornal dos Clássicos
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