Alfa Romeo e a reputação



Por muito difícil que seja fazer um bom carro, é muito mais difícil fazer uma boa marca de automóveis. E nos dias de hoje, um carro está condenado, sem uma marca responsável em que as pessoas confiem e invistam grande parte da sua própria personalidade.
Para mim por exemplo quando tenho uma avaria no carro, é como estar doente e nem gosta de chegar ao hospital e não haver uma rápida resolução para o meu problema.
Os carros bons são criados na base da boa engenharia e design, eu compreendo as pessoas que fazem os carros, engenheiros e todos os outros bad Guys. Já as pessoas que dirigem as marcas eu não percebo. Costumam esconder mais detalhes que aqueles que revelam. Percebo os carros e não percebo as marcas.

Um das marcas que eu não percebo é a Alfa Romeo. A marca italiana, deu inúmeras dores de cabeça ao proprietários - "só dão problemas" .  Mas a verdade é que é uma marca que têm imensa personalidade, magnetismo, valor.
Os especialistas dizem que uma imagem boa, demora anos a ser construída, mas que pode ser arruinada num segundo. Então como é que a Alfa é tão amada? Sim eu sei que fez carros épicos dos anos 20 aos anos 60. Se pensarem bem, a Alfa nos últimos tempos só faz carros que são competitivos aquando do lançamento, mas tornam-se tão rapidamente obsoletos quanto uma boys band má.


Já para não falar da péssima qualidade de construção, concessionários manhosos e falta de empenho da empresa mãe, a Fiat.
No entanto as pessoas gostam de dizer que têm um Alfa Romeo. O 8C competizione esgotou mais rápido do que a Alfa esperava, as suas imperfeições foram ignoradas. A marca não produzia um carro de tracção traseira á decadas, e ainda há mais tempo que não fazia um super carro e o principal ainda não tinha criado um carro realmente bom, mas mesmo bom neste século.
Martin Winterkorn, patrão do grupo VW quer comprar a marca, estaria disposto a fechar a Seat e produzir carros com motor VW e carisma Alfa, seria quase perfeito.

Mas o patrão da Fiat, Sergio Marchionne já disse para tirar o cavalinho da chuva.
Marchionne têm razão, a qualidade está melhorar. O Giolietta por exemplo, não é como o Mito, um Fiat maquilhado, mas sim um carro elegante e divertido com engenharia avançada, capaz de fazer frente e concorrer com a concorrência, seja ela quem for. Em 2014 chega o Giulia, o sucessor do 159, o 4C está por ai e agora sim, penso que vamos começar a falar bem da Alfa.
Espero sinceramente que eles não lixem tudo. O mundo já deu á Alfa vária oportunidades e esta penso ser a ultima.
Texto: Paul Horrell
in: Top Gear

Alfa Romeo Giulia está quase ai a chegar

"Na verdade a Alfa Romeo é um tipo de artista, desleixado mas com imenso talento quando está sóbrio, é daquele tipo de pessoas que está sempre a fazer asneiras, mas que o adoramos."
Ricardo Ramos

Turbos são o futuro e motores atmosféricos o passado


A moda dos turbos veio para ficar.
O novo BMW M5 F10 V8é um exemplo disso, é um automóvel superior, mais rápido, melhor caixa de velocidades, polui menos e gasta até menos combustível que a sua versão anterior o M5 e60. Sim é verdade, existem alguns vídeos no youtube em que o e60 mesmo sendo um V10 e  com algumas alterações e mesmo assim não tem o andamento do novo F10. É também sedan de quatro portas mais rápido que no Inferno Verde Nurburgring. É mais rápido 18 segundos que o seu antecessor E60. É também mais rápido que um Porsche 996 Turbo, Audi RS4, Gallardo Spyder, Aston Martin DBS, e, qualquer coisa que tenha registado um tempo superior a 7m 55s.
 Porque? Turbooo!!!
O novo BMW M5 f10 turbinado, é capaz de fazer frente ao GTR

Claro que os mais puristas, dirão que nada se compara a motor atmosférico. Os automóveis atmosféricos transmitem mais sensações ao condutor, o rugido do motor é certamente mais emocionante.

Mas os turbos são o futuro rendem mais potência e consomem menos combustível. O turbo tem é uma espécie de bomba de ar que com que as câmaras de combustão engulam misturas de combustível e ar mais densas. O resultado é que as explosões irão ser mais fortes, a turbulência dentro das câmaras é maior e tudo isso rende mais força e melhora o aproveitamento energético do motor.

Mas os turbo não são uma coisa nova, porque é que de um momento para o outro as marcas começaram a virar-se para os turbos?
O principal motivo são as normas anti-poluição. Existiu um tempo em que não se ligava a isso, não existia sequer conversas de 1 km/l a mais ou a menos.
Sim porque os Turbos já são usados á muito tempo. existiu até inclusive a chamada "era turbinada" da Fórmula 1. Há trinta anos atrás, existiam motores de 1,5 litro com 1.200 cv! Este tipo de rendimento é absolutamente impossível com um motor aspirado. Nem vamos colocar a hipotse da cilindrada, no mercado americano os american muscles, eram passados a ferro pelos pequenos japoneses com metade da cilindrada e metade do consumo.
O ford focus ecoboost tem um motor de 1.0 turbo

Desde a uns anos para cá, as marcas começaram a apostar em motores turbinados de baixa litragem (1.4 por exemplo, o ecoboost da ford é 1.0 debita na ordem dos100cv, são motores focados no baixo consumo e baixas emissões, mas com curvas de torque e potência comparáveis a motores com mais de dois litros.
Aqui á uns dez anos atrás era impensável, só mesmo na F1, mas isto só foi possivel graças a novas tecnologias tais como:
- Colector de admissão com geometria variável, Borrifamento de óleo nos pistões, etc etc.
Graças a estas tecnologias permitem por exemplo o  motor  1.6 turbinado render o mesmo que um 2.2 aspirado. Para conseguir lidar com um  alto custo de desenvolvimento, tem havido a tendência de partilha entre marcas. Como é o caso da parceria entre a BMW, nomeadamente a MINI e o grupo PSA-Citroën. O 1.4 TSI da Volkswagen é usado em quase 20 carros diferentes da VW, Audi e Skoda. No novo class A existe uma versão que tem motor de origem Renault. Todos o querem motores de baixos consumos.

Será que o M5 e60 motor atmosférico concegue deixar para trás o novo M5 f10 turbinado? 


Apesar de eu ser um fã dos motores atmosféricos, penso que o futuro será os turbos. O que vai tornar os automóveis aspirados mais exclusivos, mas na verdade ninguém os vai querer devido aos consumos. Fala-se que em 2014 a Fórmula 1 será obrigada a utilizar motores 1.6 turbo. Enquanto houver petróleo será sempre assim.





AMG


A AMG Motors é uma empresa que prepara veículos e motores desportivos, vinculada à marca Mercedes-Benz. Foi fundada em1967 por dois ex-funcionários da Mercedes-Benz, com a missão de transformar carros Mercedes-Benz em carros de competição. A sigla vem do sobrenome do sócio Hans Werner Aufrecht, Erhard Melcher e da cidade natal de Melcher, Grosspach.
Foi um nascimento de uma lenda, passados quarenta anos, a Mercedes-AMG é uma realidade no mundo actual dos automóveis. Mais de 20.000 automóveis foram vendidos em 2006. São 18 modelos diferentes criados. No inicio começou por ser apenas uma pequena oficina, hoje tem mais de 750 empregados. Os fatos falam por sí: o mito AMG está criado.

O inicio eram apenas modificados o sistema de escape, suspensão e travões para melhorar o acerto dinâmico do carro, mas o foco principal era a imagem. Por isso havia inúmeros kits estéticos, jantes de liga leve, personalização interior e pinturas especiais. Havia visuais mafiosos.
A AMG facturou imenso a vender componentes estéticos, mais tarde começou a fazer os próprios motores com quatro válvulas por cilindro, mesmo antes da própria Mercerdes.

Em 1984 duas coisas davam-se a conhecer ao mundo, o Mercedes-Benz 190 AMG e um piloto completamente desconhecido. A AMG tornou-se a equipa oficial competitiva da Mercedes-Benz, nomeadamente no campeonato de Turismo Alemão, competição essa onde estava a sempre rival BMW. Ainda em 1984, quando o circuito de Nürburgring foi reaberto, foi realizada uma corrida inaugural. Carros idênticos no grid, pilotados de grandes nomes da F1. Mas na verdade os famosos pilotos não conseguiram superar o então desconhecido Ayrton Senna. Entre 1988 e 1993 a AMG venceu 50 corridas do DTM com o 190E.
 

A AMG seguia a passos largos para o sucesso e em 1986 sai  "übersedã", foi instalado um motor V8 de cinco litros na dianteira de um Classe E W124. Debitava 360 cv, incluía caixa automática e tornou-se o rei das Autobahnen, com um desempenho superior a qualquer outro sedã da época, os numeros? 300km/h Nenhum outro carro tinha tanta personalidade de mauzão, como este. O carro foi o preferido da Máfia, ainda hoje é muito visualizado em filmes de acção.

A AMG continuava a preparar carros da Mercedes, mas a marca alemã parecia ainda não reconhecer o potencial da AMG, por isso havia que envergar por outros caminhos, foi então que surgiu um Mitsubishi, foi apenas lançado no Japão em Outubro de 1989, o 2.0 do Galant recebeu novos pistões, comandos de válvula, molas de válvula em titânio, colector de admissão e reprogramação do motor.


Finalmente 1993

Em 1990 foi um ano importante para a preparadora AMG, a empresa assinou um contrato com a Daimler-Benz AG. A partir daquela data todas as peças e componentes AMG passaram a ser vendidas pelos concessionários Mercedes-Benz. A AMG via bons dias, as vendas cresciam de dia para dia e foi necessário empregar 400 funcionários e uma nova fábrica surgiu.
Em 1993 deixava a linha de produção pela primeira vez um automóvel completamente desenvolvido em conjunto pela Mercedes-Benz e a AMG: o C 36 AMG.

Desde o primeiro C 36 AMG, de então quando falamos em AMG as pessoas, associam essas letras a tecnologia, dinamismo e exclusividade.
Quando um produto é lançado, na versão AMG passa por um processo de desenvolvimento aonde diversas partes como sistema de transmissão, desempenho dos travões, comportamento da suspensão são revistos e modificados para atender a exigência de alta performance que os Mercedes-AMG trazem para os seus clientes.
Mesmo com o processo automatizado que as fábricas têm acesso hoje em dia, os motores AMG são construídos da mesma forma que os primeiros: cada mecânico é inteiramente responsável pela montagem de todo o motor: desde o bloco até o teste no dinamômetro, cada peça é inspeccionada e montada cuidadosamente por mecânicos altamente experientes. No final, cada motor leva a assinatura do seu criador. Exactamente como Da Vinci e Michelangelo faziam nas suas obras.


A AMG mostrava a Mercedes que foi uma boa aposta, e contruiu um SL V12 de 525 cv. Saiu para o mercado em 1995, foi interrompida temporariamente a produção mas em 1998 voltou a ser comercializado com uma nova actualização. Horacio Pagani ficou fascinado com o espetacular motor e decidiu que devia ser instalado no seu protótipo de supercarro, o Zonda. O SL73 AMG era tão excêntrico e caro que apenas 85 foram vendidos.

Competindo entre os maiores deste o início, a partir da década de 1980 uma grande série de sucessos no mundo do automobilismo tornou a marca AMG ainda mais respeitada.Atualmente, podemos ver os novíssimos Classe C competindo no DTM (Campeonato Alemão de Turismo), colecionando seguidas vitórias e com pilotos mundialmente famosos como o ex-piloto de Fórmula 1 Mika Hakkinenn.





"Jamais podes melhorar um Mercedes, apenas podes fazer diferente."
Lema da AMG

Esta de frase Hans Werner Auefrecht, um dos fundadores da AMG, resume o verdadeiro espírito AMG. Assim, todas as modificações dos produto AMG visam dar ao carro uma nova identidade: para-choques, spoilers, rodas, bancos, volante, acabamentos internos. E mesmo com todas essas modificações, uma das principais preocupações é a manutenção do verdadeiro DNA de automóvel Mercedes-Benz: qualidade, tecnologia, tradição e conforto, agora aliados a um desempenho dos autênticos puro-sangue.

A Mercedes-Benz continuou  a lançar grandes máquinas para o mercado com assinatura da AMG, todos eles são exclusivos, velozes e uma autêntica tatuagem no mundo automóvel.



Renault Clio Williams


Muito provavelmente, caso você tenha nascido nos anos 80/90 a primeira coisa que vai dizer ao ver o titulo deste post será: "já não se fazem carros como antigamente"
Foi em 1993 que a marca francesa Renault decidiu lançar o Clio Williams. Seria uma série limitada a 2.500 unidades, a Renault pretendia dar a conhecer ao publico o que era um carro de rally.

O sucesso foi imediato, o Clio Williams andava de boca em boca, as revistas faziam-lhe vénias e a Renault decidiu alargar a produção para 12.100 unidades. Sem qualquer duvida que muita do sucesso deste pocket Rocket veio graças ao seu apelido "Wiliams" . Wiliams a gloriosa equipa da Formula 1 que monta motores Renault. Muita gente julgava que a montadora Inglesa, esteve envolvida no projecto, mas não. A Renault foi a unica envolvida no projecto e diga-se de passagem que esteve a altura.

A base do Renault Clio 1.8 16V, era o modelo mais desportivo da marca Francesa. O que mais se destacou foi a evolução do motor F7R do Clio 16V, que passou dos 1,8 litros de cilindrada para os 2 litros, dois litros possantes que faziam assim o Wiliams. As modificações eram evidentes, estávamos diante de um novo motor, uma nova vida.As válvulas de acção sequencial eram diferentes, procuravam um rendimento superior. O objectivo seria aproximarem-se de um carro de corridas quase puro.

O chassis também sofria modificações. Desta maneira o eixo dianteiro era todo construído com peças novas. Os componentes da suspensão dianteira  provinham do  Renault 19 16V, o que resultava ficar mais baixo 34 mm. As geometrias do eixo eram pensadas, para haver compatibilidade para este modelo. O conjunto de amortecedores eram agora mais duros, existia um barra estabilizadora um milímetro mais grossa. O eixo traseiro, mantinham-se as geometrias do irmão de 16V.

O Williams não tinha problemas em mostrar o que era, não escondia o seu objectivo, de ser um carro desenhado para transmitir sensações ao condutor, era criado para ser infalível em condução desportiva, feito para a competição. Mas não era vendido sem as opcionais como airbag, ar condicionado, sistema antibloqueio, ABS. Para poupar peso o Clio Williams não trazia sistema eléctrico para os espelhos.

Vieram a ser criadas várias verções para competição, deste pequeno francês. Desde uma para o  Grupo N, que alcançava os 165 CV, passando por um para o Grupo A, que debitava entre 205 e 220 CV.  Mas o verdadeiro e o jamais esquecido era por todos os aficionados era sem duvida o Renault Clio Williams Maxy Kit Car, alcançava uma potência, que nas ultimas actualizações debitava 265cv. Jamis esquecido da época dourada do Rally. O seu aspecto agressivo, graças á sua dianteira, aleron traseiro, fabricado em fibra de carbono Muitos devem-se recordar do Williams Maxi gris que nas mãos de Jean Ragnotti era capaz de derrotar a qualquer adversário, fazendo os espectadores chorarem de emoção.

O 2,0 L 16-válvulas recta-4 nominal como motor 150 CV (110 kW) atingia uma velocidade de 215 km / h (134 mph). Renault posteriormente colocou em liberdade o Williams 2 e Williams 3 que ram edições especiais, para grande desgosto dos proprietários que julgavam ter assegurado a exclusividade do original Williams.
As diferenças das três versões do williams foram em grande medida um reflexo das mudanças que existiu em toda a gama Clio, que veio a sofrer alterações ao longo do tempo. Segurança melhorada, estética melhorada. O Williams 1 e 2 não tinha tecto solar e foram pintados de 449 sports azul. Já o fase final, Williams 3 era pintado em 432 Mónaco azul, um tom ligeiramente mais brilhante e acabou por ganhar tecto de solar.
Um dos muitos prémios que o Williams recebeu foi o 6º lugar, atribuído pela EVO, nos melhores carros de sempre em 2004.

Nem tudo foi um mar de rosas para o Clio Williams. Um carro tão radical, suspensão firme e tão nervoso que era, aliado ao facto de ausência de ABS, levou-o a ser considerado um carro potencialmente perigoso. Este não era um carro para principiantes, foi uma máquina criada para devorar estradas de montanha, exigindo o melhor do condutor.

Sem duvida o sonho da nossa juventude. 

Texto: Julio Fernández Sánchez-Manjavacas
Tradução/adaptação: Ricardo Ramos


Graças á recente e bem sucedida campanha na F1 a Renault diz querer lançar em 2014 o novo Williams.
Rumores dizem já estar em desenvolvimento, deverá ser uma versão mais hardcore do novo Clio RS 200.
O próximo Clio Williams fará frente a outros hot hatchs; Volkswagen GTI, Peugeot 208 GTI e mesmo o novo MINI Cooper S que deverá chegar ao mercado ao mesmo tempo que o Clio Williams em 2014.

Um Brasileiro e o seu Alpina 2002 Ti

Henrique, é um entusiasta brasileiro e leitor do site Petrolicious, portador de uma colecção maravilhosa de máquinas, é pai diz ser um bom homem. 
Dos muitos carros antigos fantásticos que possui no seu estábulo, existe um lindo Alpina 2002Ti, que salta logo á vista. Considera-se um dos maiores entusiastas do Brasil.



Q: Conte-nos um pouco sobre o seu 2002. 

R: Este é um carro muito especial, porque é um Alpina original, foi construído para as pistas. O seu primeiro proprietário foi um piloto brasileiro Andreas Mattheis. A história deste carro está toda registada desde novo e teve apenas quatro proprietários. Em 1969 a Alpina construíu 20 carros, que foram rapidamente vendidos. É a única Alpina no Brasil, que eu saiba. Este carro esteve duas vezes na Alemanha para ser restaurado e testado em Nürburgring. Ainda temos as credenciais da pista! Em 2002, participou no Tour Baviera, na Alemanha, um evento especial para celebrar a Série '02.

Q: Como está o mundo dos clássicos aqui no Brasil?
A: Esta crescer, não tão sofisticado, mas esta crescer. Temos muitas reuniões, feiras e clubes. Mais recentemente, temos vindo a desenvolver vários comícios que eu aprecio, porque eles permitem uma boa oportunidade para se conduzir estas máquinas. Eu prefiro conduzir clássicos, do que apenas aprecia-los.

Q: Como é a sensação de conduzir um Alpina? 
R: É muito divertido de conduzir, porque é um verdadeiro carro de pista vintage. É muito duro, muito forte. Os assentos, o ruído, o cheiro, a caixa de velocidades Getrag ... Desde o momento em que se abre a porta sabe-se que se está num carro de corrida vintage.

Q: Como é que as pessoas reagem ao ver este 2002 ti? 
R: Muita gente não tem olho para apreciar os pequenos detalhes, a maioria julga ser um mero BMW classico. Mas para os entusiastas apreciadores, especialmente aqueles que conhecem a Alpina, é definitivamente algo especial e único.

Q: O que é que você adora mais no carro? 
A: A engenharia, que esta naquele motor; a dupla Weber 45 º, uma música de corrida agressiva, verdadeira melodia,  que oferece 170 HP num carro muito leve.

Q: Existe alguma coisa que você gostava de mudar no seu carro? 
R: Algumas pessoas acham que eu deveria pintar de outra cor, mas eu gosto assim. Claro que para algumas pessoas não é um carro "show", mas a originalidade é mais importante do que mostrar prontidão. Isso nunca vai mudar.

Q: Não deve haver muitas paisagens tão deslumbrantes e surpreendentes como as do Brasil, será que nos pode contar um pouco sobre essas estradas? Qual a sua estrada favorita para conduzir? 
A: Há incríveis estradas para conduzir aqui no Brasil, mas o país é muito grande para chegar todos elas e as condições das estradas são frequentemente pobres. Camiões são o principal meio de transporte e compartilham as estradas com os carros. Uma boa oportunidade para conduzir com entusiasmo é em ralis como o brasileiro Histórico 1000 Miglia.
Q: O seu 2002 tem sofrido muito restauro?
R: Tem sido parcialmente restaurada, mas geralmente as peças são originais. È minha desde 2009.

Q: Existe algum trackday no Brasil que você costuma ir?
A: Existe sim um trackday no Brasil, mas nunca fui a esses enventos, preferiro correr em ralis e passeios locais.



Q: Você têm mais carros interessantes? ou algum que gostava de possuir um dia? 
R: Sim, mantemos uma colecção focada em BMWs e outros carros desportivos leves, dos anos sessenta e setenta. Quanto a BMW's  temos um  635CS  de 1978 preparado pela Hartge com carburadores triplos e quase 300 cavalos de potência, bem como um  3.0CSi de 1973, um 2002tii de 1970, e de 1996 possui-mos um Z3. O carro mais interessante da colecção, no entanto, não é um BMW, mas um carro desportivo brasileiro raro baseado na mecânica DKW, que está actualmente em fase final de recuperação. Estes carros podem ser vistos em oacervo.com , site é em Português.

Q: Algo que gostava de nos contar. 
A: Sobre a ajuda de dois amigos, o meu pai, James, e meu amigo Rodrigo. Gostamos de ter alguns modelos, possui-los durante algum tempo e por vezes temos de vende-los para financiar o resto da colecção. È algo muito especial, um hobby do meu pai.
Todas as fotos e texto pertencem a http://www.petrolicious.com
Tradução: Ricardo Ramos