Alternativa alemã

Escolhemos duas boas alternativas aos premium BMW, Mercedes-Benz e Audi. Mais baratas mas competentes á mesma, com a mesma vertente familiar, as duas possuem motor 2.0 com 170 cv, são elas a Alfa Romeo 159 SW 2.0 JTD e Seat Exeo ST 2.0 TDI 170cv.
Sim sabemos que a Seat ainda tem um certa ligação com a Alemanha, por pertencer ao grupo VW, mas na verdade é um carro espanhol, escolhemos a Seat Exeo porque é um rival a altura da 159, alternativa ás grandes premium. Será que estão a altura?

A Alfa 159 não é um carro recente, já anda no mercado algum tempo é verdade, mas pode ser encontrada no mercado de usados a um preço apelativo, além do mais para mim é uma carrinha extremamente bonita como ainda nenhuma esteve altura, por isso é um automóvel que vai envelhecer lentamente, uma boa aposta se virmos apenas a questão da estética.
O Exeo é mais recente, mas na verdade é uma Audi A4 não maquilhada, mais desleixada. No que toca á beleza, a Seat ainda está a uns anos luz da Alfa. Mas a verdade é que o grupo VW poupa um quantos milhões ao fazer um carro capaz, apenas mais barato.

O interior, talvez estejam á espera que a Seat fique a ganhar nessa jogada, mas não! A Alfa foi habituou-nos a interiores muito pobres em qualidade, mas esta 159 esteve bem, com materiais de boa qualidade, a Seat por outro lado recorre a plásticos baratos e duros. O interior da Alfa Romeo esteve tão bem quanto o exterior.

Na alfa o condutor é rei e senhor, a consola central é ligeiramente virada para o condutor, sendo que o passageiro do lado não consegue perceber a que velocidade vai sequer. O Exeo têm um interior com cariz desportivo, com tons agradáveis.
O conforto situa-se acima do razoável, a Exeo é um pouco mais dura o que faz com que seja comprometido o conforto, a Alfa têm suspensão mais nobre e beneficia em estrada de pior qualidade. No entanto nessas mesmas estradas, os ruídos parasitas fazem-se ouvir mais, do que na Exeo.

Na segurança não poderia faltar, completo, com tudo o que se necessita. Controlo de estabilidade  ESP e ABS com assistência às travagens de emergência (BAS), airbags, os cintos com pré-tensores e limitadores de esforço ou as zonas de deformação programada na estrutura.
Os passageiros de trás podem viajar confortavelmente com bom espaço para as pernas, apenas o lugar central, pode ser menos confortável.

O equipamento oferecido é apelativo tanto numa como noutra, a Seat oferecer  trás de serie sensores de pressão dos pneus e  alarme. A italiana de série inclui sensores de estacionamento, a Exeo só apresenta no pára-choques traseiro, os da frente são opcionais.  Depois as coisas que já estamos habituados a que todos tragam; rádio com CD, comandos no volante, ar condicionado automático, banco do condutor com ajuste em altura, computador de bordo e cruise-control.

Condução
Boa posição de condução é comum nos dois modelos, graças aos comandos para regular os bancos em altura etc.
Em termos de performance, ambas estão de quase igualadas, força e garra, estão presentes. Para saber diferenças teremos de recorrer ás medições oficiais.
Abaixo das 2000rpm como seria de esperar, não existe muita força disponível. O motor TDI talvez dê a sensação de ligeiramente mais preguiçoso. Mas mostram grande vontade em subir de rotações, sendo que é nas 4500rpm que se situa o limite do potência.

O chassis é eficaz, bastante seguras, garantem boas doses de divertimento.
È mesmo algo difícil dizer qual a melhor, a Seat ganha na caixa mais rápida, mas a Alfa iguala com melhor direcção, mais directa. Ambas são seguras e a maneira como "devoram" curvas é muito boa, mas a Alfa parece ser mais desportiva, abandonando aqui a sua personalidade familiar e adoptando algo mais desportivo.

O sistemas de travagem são idênticos, muito bons em ambas, mas a TDI ganha por um metro, a circular a 90km/h.
Os consumos são idênticos, ficam-se pelos 8,0 litros aos 100km/h.

Pessoalmente preferia a italiana, talvez apenas pela estética, sendo que de resto são idênticas, mesmo novas o preço era a mesma coisa. No entanto reforçando a minha opinião penso que a Exeo é um carro com menos personalidade, é um Audi A4 com menos "maquilhagem" enquanto que a Alfa Romeo é um automóvel desenhado do zero, com toda a elegância italiana.

Ramos Rikardo 


Os 100.000 quilómetros da BMW 320i


A revista AutoBild analisou o estado de uma BMW 320i ao fim de 100.000 quilómetros. Algumas pessoas afirmam que são quilómetros suficientes para os fazer trocar de carro, outras dizem que com 100.000km ainda é uma criança. Depende de muita coisa, mas vamos analisar.
A 320i convenceu com o seu interior, imaculado ao fim de 100.000km

Foram necessários 20 meses para que esta Touring pudesse chegar á esta marca de quilometros. Um X3 analisado anteriormente teve como nota; suficiente, o que para um carro de uma marca prestigiada premium é algo que não é bom. Será que a BMW 320i terá a mesma classificação?
Esta carrinha BMW possui 150 cv, e quem a experimentou diz ter gostado da condução, que a potencia é suficiente para nos proporcionar grandes momentos de condução.
Toda a gente que a conduziu diz só dizer coisas boas desta carrinha. Foi experimentada por profissionais, que se dedicam a este tipo de testes de durabilidade.

"O motor e a transmissão são uma unidade perfeita" 
 Furkes

"este pequeno motor de quatro cilindros, tem mais genica que muitos de seis"
Joachim Staat

A 320i debitou 146,3 cv, face aos 150 cv de origem, perdeu 4cv ao longo destes 100.000km

Sem duvida que os motores atmosféricos BMW sempre foram uma referencia dentro da marca bávara. Em baixos regimes é algo mais "morta", comparada com as versões turbinadas, mas quando se pisa no pedal que a 320i mostra toda a usa raça, 218km/h marca que a BMW aconselhar gasolina 98 para atingir o máximo de rendimento. A capacidade de travagem é também de louvar, consegue ficar imóvel em 36 metros a circular a 100km/h, é uma óptima marca, e o mais importante é que mesmo depois de 100.000km o sistema de travagem parece novo. 

E o interior? Que aspecto têm agora? 
Um automóvel com cariz familiar tem como objectivo levar pessoas da família, muitas vezes crianças, cargar e descargar coisas e transportar tudo isso para todo o lado, por vezes vezes sem conta, o que podemos concluir que poderá ter um desgaste maior, comparado com outros tipo de automóveis. 

Durante o teste a esta carrinha BMW, houve a necessidade de transportar caixas leves, mas também material pesado, como aparelhos, caixas de ferramentas e até cães que largavam pelo por todo o lado. 
No entanto a mala mostrou que é feita de bons materiais, ao contrario da X3 em que estava toda arranhada nos plásticos. 
Os 460 litros da mala, foram suficientes para todas as pessoas que usaram este automóvel, sem duvida que o aspecto familiar cumpriu e agradou a todos, apenas algumas pessoas se queixavam da suspensão demasiado dura especialmente em pisos mais degradados.  
Pormenor do desgaste, não por má quliadade dos mateirias, mas
os cremes de mãos assim como perfumes, atacam os materiais.

A direcção demasiado directa, também teve alguma criticas leves, que dizem requerer alguma habituação, mas superado este tempo de adaptação, os elogios "abafaram" as criticas anteriores. Logicamanete que os amantes da desportivismo foram os que mais lucraram com este automóvel, apesar de familiar o adn desportivo este sempre presente, as curvas eram feitas agilmente graças ao seu excelente comportamento. 


O consumo manteve-se nos 8,5 litros, nada mau para um carro usado por muita gente, para diferentes fins. Depois desta versão saíram, com star-stop e outro tipo de injecção designada Efficient Dynamics conseguindo ainda melhores consumos. 

Comportamento Geral muito Bom
No geral este carro esteve muito bem, a lista de problemas foi curta, um luz traseira fundida aos 40.879km, discos de travões novos aos 71.946 km e o normal claro, trocas de óleo, substituição de pastilhas de travões, novos limpa para brisas, pneus novos e ponto final. 
A única coisa que realmente saiu do normal foi o tecto panorâmico que veio como opcional, que fazia permanente ruídos parasitas, mas que foi resolvido ao abrigo da garantia. Mais tarde depois de 6.000km o ruído voltou. Por isso já sabe, se está pensar comprar este automóvel, lembre-se de evitar tecto panorâmico. Ao contrario do tecto panorâmico os restantes extras não deram quaisquer problemas. Mostrou a todos os níveis a qualidade germânica, tanto na mecânica, como o interior soberbo, apenas algumas manchas na corrosão, mas nada de muito alarmante. 


Então, tudo 5 estrelas? 
Não, nem tudo. Ao checar as peças do motor, o especialista da DEKRA, Gunther Schiele, deparou-se com um pequeno problema. Encontrou no pré catalisador um monólito que impedia a eficácia da filtragem, que dava origem a elevadas emissões. A BMW disse que se trata de um caso isolado, que pode ter origem na gasolina de má qualidade, no entanto este problema, custou 1600 euros, a BMW não se responsabilizou.  No entanto é apenas um pequeno problema. No ranking da AutoBild a 320i touring ocupa o 3º lugar em testes de fiabilidade. 

Este teste de durabilidade demonstrou que a 320i é uma excelente carrinha, sem problemas de maior, ficando em terceiro lugar do ranking, perdendo apenas para a Mazda 6 e Toyota Prius. De qualquer maneira, este teste não significa que mais á frente possa vir a dar problemas, mas os 100.000km mostraram que está nova. 




Fonte: Revista AutoBild nº146 Agosto 2008
Tradução e adaptação: Ricardo Ramos

Clio Power


Foram reunidos as quatro versões mais desportivas do Renault Clio, desde o Williams ao Sport de 200 cv. Não vou dizer qual o mais rápido, isso não interessa para nada, mas vamos dizer qual o mais divertido. 
Parece que o Renault Clio nasceu ontem. Mas o tempo passa depressa e já lá vão 23 anos. Sim é verdade. O clio foi sempre um carro presente nas nossas estradas, por isso podemos considera-lo um carro emblemático, conhecido de todos. Mas mais emblemático são as cinco versões mais desportivas, juntas. Já estão a imaginar não já? Se tem um Clio, não pode deixar de ler.

As versões mais potentes deste pequeno francês são; emocionantes, rápidos e feitos para ir de encontro ao que o verdadeiro amante de automóveis procura, desportivismo puro, algo especial que só alguns tem a felicidade de saber do que se trata o que digo.

O primeiro Clio "abalar" o mundo dos pequenos desportivos, foi o Williams, edição limitada que saiu em 1992, era um motor gasolina 2.0 16v e jamais esqueceremos aquelas jantes speedline douradas.
Podemos considerar o Williams um carro que marcou uma geração. Tanto é que foi considerado o 7º carro mais importante dos últimos vinte anos, no ranking da Top Gear.
O seu comportamento é um exemplo a ser seguido, mesmo actualmente pode ser visto como uma referência, desde a suspensão, resposta, agilidade, a maneira como faz as curvas pode chegar a envergonhar outros carros de maior gabarito.

Não é de facto um carro muito "musculado", quase que passa despercebido se não fossem pequenos pormenores, pesa apenas 981 kg, o que é uma mais valia para os seus 150 cv.
A facilidade com que sobe de rotações, faz-nos acreditar rapidamente que o Williams adora as altas rotações que só param nas 7000, mas que dá a impressão que ele queria subir por ali a fora.
Comparado com alguns automóveis modernos o Williams, demonstra que ainda apesar da idade ainda consegue dar luta, alias o seu comportamento é notável, a sua aderência em curva é soberba, apenas em piso molhado é preciso dosear o pé, como em todos os outros é claro.

Clio Sport, mesmos genes do Williams e maior segurança. 

O Sport chegou com tudo, é um carro agressivo quando assim têm que ser, mas é também um companheiro para o dia a dia.
Lançado em 2003, os seus registos em números eram de respeitar; 220km/h em 7,0 segundos.
O chassis era duro, agarrava-se bem, construído para estradas de montanha, a capacidade de tracção em plena curva é fantástica. Parece que temos sempre o controlo. Mas mesmo que as coisas corram mal, estamos em boas mãos, o Clio sport vinha equipado com óptimos travões, trazia controlo de estabilidade ESP, que quase nunca era activo em piso seco, já em piso molhado dava-nos maior liberdade, ao contrário do que acontecia no Williams.




No entanto houve uma versão com 182cv que chegou a ser considerada pela EVO o verdadeiro Hot car moderno, comparando-o ao GTi mkI.


O Clio V6 saiu inicialmente com 230 cv em 2002 e mas tarde a potência foi ampliada para 255.
O V6 hoje em dia quase que parece um Clio normal, "artilhadamente" cheio de fibra "xuning", mas na altura em que foi lançado agradou.
255 cv, 7000 rpm, 0-100: 6,0 segundos
Ao entrar no V6 a única coisa que se assemelha ao Clio normal é talvez alguns pormenores do interior tal como o volante, porque desde que se começa andar, verificamos rapidamente que estamos num mundo á parte. A direcção é mais lenta e ligeira, mas a caixa de velocidades de seis, é mais rápida e suave, em comparação com o Clio Sport. Estamos perante algo com mais potência, se já o sport é muito bom o V6 é ainda mais animador.
Na verdade o V6 até soa assustador, tanto é que no sport parece que temos sempre o controlo, mas ao explorarmos um pouco do limite do V6, o som que sai do motor soa quase como... um monstro!
A distribuição de peso também é diferente, com o peso na traseira as primeiras curvas são feitas com algum receio, mas nas rectas... já se sabe.

Já o Clio Sport 2.0 é dos mais recentes dos irmão, debita 200 cavalos. Contém um chassis desportivo designado "cup". A direcção é rápida e denota eficácia, a suspensão é dura e rebaixada.

Era de esperar que este Clio 200 cv,  tivesse mais eficácia a curvar, mas o seu peso compromete algum divertimento, são 1.205 kg, bem mais que o Williams. A melhor coisa que têm é o chassis, que "disfarça" um pouco a coisa. No entanto a transmissão podia ser melhor, é curta e é fácil mater o motor animado, mas quem conduzir o Williams verá que é um pouco melhor.  Na verdade este ultimo Clio, dá a sensação que é o menos nervoso, mas por outro lado é o mais racional, mais maduro.Ao contrário dos outros Clios que era já abitual fazerem curvas em três rodas, este agarra-se melhor á estrada.

Afinal qual o melhor de todos eles?

Era de esperar que a ultima versão de 200 cv fosse a mais eficiente em estradas cheias de curvas. Talvez um pouco menos de peso não lhe fizesse mal. Mas na verdade o Clio sempre teve como tradição estar entre os melhores e este ultimo não podia fugir a isso.
Já sei que estão a perguntar pelo V6, sim o V6 é bom, mas duvido que nas primeiras horas consigam tirar tudo dele, é demasiado selvagem.
Para o dia a dia sem duvida a melhor escolha será o Clio Sport 172cv, oferece o melhor dos dois mundos.
Mas para mim o melhor de todos é o Clio Williams, é mais puro, é da velha guarda, existe algo diferente nele... mais divertido, talvez seja essa a palavra. Mesmo depois destes anos todos o Williams consegue perseguir o Clio de 200 cv, com mais 50 cavalos de potência, claro que o peso do modelo mais recente prejudica de certa forma, mas mesmo assim o Williams é e sempre será um rei e senhor.

Nota: algumas fotos (Rutter) e alguma info. foi retirada da revista CAR&TECNO

Sons da F1


Como disse num outro post publicado neste blog que pode ver aqui, os turbos vão voltar a dominar a F1. No passado já havia carros de F1 turbinados, com apenas 1.5 litros e 1000 cavalos de potência.
Os turbos vieram para ficar, e vão substituir os V8 atmosféricos. As marcas já anunciam os sons dos seus novos motores.
A opção para voltar aos turbos é seguir a tendência mundial, tornando os motores com menores consumos e emissões.
Mas não desespere eles vão fazer 15.000 rotações, 1.6 litros V6.
A Honda no entanto só voltará oficialmente em 2015 e irá fornecer motores á  McLaren em 2015, retomando uma parceria lendária que começou em 1988 com a estreia de Ayrton Senna ao lado de Alain Prost.
A Ferrari é a única marca que ainda mantém segredo, nada se sabe - nem mesmo um "somzinho" Ferrari?
Som ao máximo e desfrute:

Mercedes-Benz



Renault



Honda


No entanto o som dos motores da F1, mudou bastante ao longo dos tempos. Cada ano que passa os fãs ficam cada vez mais desapontados com os sons que os carros vão ganhando. Caso já tenha assistido a uma corrida de F1, sabe que o som é muito importante, é ele que nos faz arrepiar os pelos dos braço.
São os novos tempos e penso que o automóvel tal como o conhecemos está condenado, pois daqui a uns anos o som será... o de um carro eléctrico. 
Compilação do som dos F1 ao longo dos tempos.


Ideia e imagem: Jalopnik Brasil

Carros de sonho até 15.000 euros

  

BMW Z3 

Começou a sua comercialização em Portugal em Março de 1996.
 É um automóvel elegante de dois lugares, com carácter desportivo. Os pormenores são inegualaveis que remontam  às suas origens, ou seja, aos primeiros roadsters construídos pela BMW como é exemplo o 507. Os seus traços harmoniosamente fluídos são inconfundíveis, desde a frente mergulhante, com um longo capô, até às entradas de ar laterais lembrando as guelras de um tubarão. O prazer de condução é notável logo que se entra no habitáculo; a posição de condução baixa, o volante, punho da caixa de velocidades são tudo pormenores desportivos, levam-no a entrar num mundo à parte.

No que toca a motorizações, a gama Z3 oferece 4 motores distintos, mas as nossas escolhas com orçamente de 15.000 euros recaem sobre o bloco 1800 c.c. que debita uns modestos 116 c.v., que diga-se de passagem, não é um carro veloz, faz 10,5 segundos dos 0 aos 100 e atinge 195km/h. È mais um carro para desfrutar de uma viagem e não para grandes velocidades, no entanto a 2ª e 3ª velocidade são mesmo muito boas.
- De seguida, surge o motor de 2 litros que tem para oferecer 150 c.v; 8,9 dos 0 aos 100 e 210 km/h, existe ainda uma motorização 1.9 de 140cv; 9,5 segundos e 205 km/h. Todas as versões têm um nivel de equipamento mais os menos rico.
Quanto ao motor, já se sabe que as motorizações a gasolina da BMW são extremamente fiáveis, a electrónica também não tem nada apontar, a única coisa que deve ter especial atenção é a capota, como é feita de lona, tem a tendência para vincar caso não tenha sido devidamente hidratada. Verifique também por pontos de ferrugem na zona onde a capota fica guardada porque é um ponto de acumulação de água. Pode haver também perda de transparência do vidro traseiro que pode ser corrigida com manutenção especial.
Irá reparar que o Z3 apenas gosta de gasolina 98, sendo que com 95 dá a sensação de engasgar. Deve ter particular atenção ao óleo do motor, opte sempre pela marca recomendada,  

Conclusão:
O BMW z3 é um automóveis que foi pensado a conservar a personalidade dos pequenos roadsters como o 504, que se baseia num bom chassis e prazer de condução e não em carradas de potencia. Foi um carro pensado para quem quer desfrutar de uma viagem com uma boa companhia, e não para pessoas que querem impressionar quem quer que seja. Mesmo depois de todos os anos passados o Z3 é um carro com uma presença enorme, os seus pormenores fazem-no ainda mais exclusivo que o Z4. Será certamente um carro de colecção no futuro.



Honda Civic Type R

Talvez se não fosse o rebaixamento e alguns pormenores, quase que se poderia dizer que se trata de um Civic normal, mas na verdade o Type R acumula 200cv, é um autêntico samurai, solido e pura performance desportiva. È um carro com visual quase discreto, capaz de atingir 235 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos, tão rápido quanto o Subaru WRX
È um hatchback, designado EP3, com motor 2.0 litros e controle electrónico de válvulas designado i-VTEC.  Mas mais que a potência, é facilidade de resposta e o poder de aceleração que mais impressionam.
O civic type R foi um carro que foi pensado para ser eficiente e barato por isso em vez da suspensão dianteira do tipo double wishbone era do tipo McPherson mais simples, barato, teoricamente menos eficiente, mas que acabou por deixar mais espaço para o motor. 

O motor: 
A Honda teve como objectivo dar ao publico um carro que nos pudesse oferecer a possibilidade de desfrutarmos de sensações fortes ao volante, sem ter que pagar muito. Destaque para belíssimo motor que respira saúde, fiabilidade a que a Honda já nos habituou.
Graças ao sistema de distribuição variável i-VTEC o funcionamento do motor evidencia uma capacidade de resposta impressionante mesmo nos regimes baixos/médios. Uma vez atingidas as 6.000 rpm, as coisas a adrenalina começa a desempenhar o seu papel,  a rapidez com que tudo se desenrola, o rugido do motor é musica para os nossos ouvidos, refletindo toda a pujança do motor que só termina nas 8000 rotações.
A caixa é de seis velocidades, curtas mas extremamente bem feita, com escalonamento perfeito, permite uma velocidade máxima de 235 km/h e dos 0 a 100 km/h efectuado nuns meros 6,8 segundos.
No entanto foi sempre um carro ligado a coisas menos legais, deve ter em atenção, sendo que aconselho a levar a fazer um check up á marca antes da compra.

O Honda civic é um carro capaz de fazer um milhão de quilómetros se for bem tratado.
Jeremy Clarkson: “Não é o carro mais rápido do mundo, mas pelo preço existem poucas coisas que podem colocar um sorriso tão grande no seu rosto”



Honda S2000

Qualquer desconhecedor de automóveis, ao olhar para o Honda S2000 dirá que este roadster foi fabricado nos últimos 5 anos, mas na verdade já lá vão 13 anos, mas as suas linhas ainda são actuais.
Talvez ao exprimenta-lo não lhe vá agradar, o s2000 é um carro cujo a condução não agrada a todos os condutores. O S2000 ainda é um carro feito á moda antiga, o barulho do motor, a suspensão extremamente dura, é um carro feito para o publico mais jovem, não para alguém habituado ao conforto de um Mercedes Class S. Se tem filhos, não será certamente a melhor escolha, o som irá perturbar os seus filhos que tentam ouvir hip hop através do mp3, o facto de ser descapotável irá destruir o penteado da sua mulher, por isso todos acharam uma má escolha.

Mas depois de uma semana stressante de trabalho, talvez lhe apeteça subir aquela estrada montanhosa para ver o por do sol. Vai deixar-se envolver por um desportivo, irá sentir as rotações do motor a subirem rapidamente e adrenalina a disparar, dois mil de cilindrada e oito mil rotações prontinhas para o que der e vier. São apenas 240 cavalos, mas estes são fortes, criados no duro.
Vai ver que mesmo depois de 13 anos, o charme ainda continua a ser o mesmo, não se esqueça dos oculos de sol.
Se o pudéssemos definir só numa palavra seria; Deportividade
Tracção traseira como deve ser e uma distribuição de peso 50/50. Dos 0 aos 100 são 6,3 segundos e 241km/h, vai ver que irá faze-lo esquecer a semana stressante de trabalho. Consumo? há o consumo são 11,2litros mas valem cada cêntimo gasto.

O que têm que saber antes de comprar: 
- O S2000 é algo "morto" antes das 6000rpm, por isso convida o condutor a pisar no pedal, por isso deve estar atento ao estado do motor e dar extrema importância ao livro de revisões.
- É um carro com todo adn Japonês, por isso fiabilidade está assegurada, no entanto pode haver alguns pormenores que deve ter atenção;
- Caixa de velocidades, deve ser curta e precisa, veja a suspensão quando muito "esticado" em curvas pode apresentar desgaste.
- O motor da capota, deve fechar bem, caso contrário pode ter chassi "trocido" (acidentado) .



Mazda MX5

O Mazda Mx5 é além de desportivo, um automóvel com uma veia requintada. È uma espécie de desportista mas que gosta de vestir bem, numa festa de gala. È um carro pensado para um casal apenas, que pensa em desfrutar da vida ao máximo e claro o MX5 vai proporcionar-lhe imenso prazer.
Os seus faróis escamotaveis dão-lhe um ar clássico, aliado ao seu motor frontal, montado longitudinalmente e tracção traseira.
O MX5 é um dos carros com melhor preço-qualidade-desempenho que se possa comprar.
È um automóvel que tanto pode proporcionar montes de prazer, mesmo sendo a versão 1.8 de 126cv, sendo que existe uma versão mais pujante de dois litros e 160cv ás 6500 rotações, sendo que faz do 0-100 em 9,4 segundos (versão 126cv). Ao contrário do S2000 o MX5 é mais seguro, pois já conta com controlo de estabilidade.

A mecânica é extremamente fiável, mas não descarte o normal cuidado na sua compra; veja se a capota fecha bem, esta ultima não dá problemas de maior, devido ao facto de ser manual. A correia de transmissão, certifique-se que foi mudada a tempo e horas. Não se apaixone á primeira, não deixe de perguntar o que quer que seja, sobre o historia do carro.
O Mx5 não foi um carro criado para grandes velocidades, mas sim pensado para desfrutar da paisagem envolvente enquanto conduz um dos melhores carros de sempre.



Subaru Impreza 2.0 WRX Sportwagon

Talvez o leito que esteja a ler este artigo, se esteja a questionar porque raio não existem desportivos familiares, mas não desespere. Caso tenha uma família o Subaru Impreza é para sí, mas não espere o conforto de uma berlinda alemã. Esta versão SportWagon, á primeira vista parece um Subaru, sim claro, mas não parece nada agressiva, pelo menos a parte traseira. Mas não se deixe levar pelas aparências, pois é uma WRX, sim é uma máquina autêntica, inspirada nos ralis.
No entanto espero que saiba o que tem nas mãos depois de comprar, quatro cilindros, motor boxer, tracção permanente, vai fazer com que você se vá apaixonar pela mecânica boxer.

A parte da frente, não engana, transpira agressividade característica de um Subaru, uma vista mesmo que desatenta ao interior, dá para perceber que estamos perante um desportivo, volante, bancos e pedais.
Tenho a certeza que os 265cv, 5600rpm de desempenho irá fazê-lo sorrir, mas na hora de abastecer vai ficar triste devido á rapidez com despeja o depósito, 16litros aos cem!
Na altura da compra, devido ao seu carácter familiar, podem querer engana-lo; "era de um senhor, que o usava para deslocações com a família"; não se esqueça que vincadamente é um desportivo e estes requerem mais cuidados. Mesmo que a Subaru seja uma marca fiável, as peças são caras devido ao facto de existirem poucas unidades.
Há dos 0 aos 100, são feitos em 6,2 segundos. ;)